Um ministério sexista e racista não representa as mulheres, nem a população negra. Não representa o povo brasileiro.

 

  Por Ana Liési Thurler

 

 

 

 

O último ano e meio ofereceu-nos sobradas comprovações de que a direita brasileira não tem vocação alguma para a convivência democrática.

A eleição de Presidenta Dilma em 2010 significou um salto de qualidade em nossa vida política. Avançamos em um processo exitoso de empoderamento das mulheres, que, pela primeira vez, romperam o “teto de vidro” e chegamos ao centro do poder. Dilma torna-se a primeira Presidenta da República deste país.  Em 2014, foi reeleita com mais de 54 milhões de votos. Ocorre que nosso Estado – patriarcal e machista – tolerou-a, tolerou-nos, em um mandato, mas um segundo mandato seria intolerável. Isso ia acabar em…. Democracia. Não suportaram.

Anunciada a vitória de Dilma, em dois dias seu adversário – que não ganha eleições nem em seu próprio estado – corre ao TSE, pedindo recontagem dos votos. Em seis dias corre ao STF já pedindo seu impedimento. Desde então, a mulher que ousou cometer a heresia de entrar em território masculino não tem trégua. Empresários enxugaram seus capitais, reduziram empresas, demitiram trabalhadores.... E a culpa foi da mulher. Foi da presidenta.

O ano de 2015 inteiro foi de perseguição dos velhos valores, dos velhos padrões, ao novo que emergia, às políticas públicas buscando um Brasil inclusivo, oferecendo condições de dignidade para todas e todos.

Aqueles que querem congelar a história lutam para salvar seus privilégios. Aqueles que queremos avançar, lutamos por garantir, ampliar e respeitar Direitos de todas/os as/os humanas/os.

Finalmente, após um colossal jogo baixo – nos bastidores ou escancarados – conseguiram seu grande feito: o impedimento da presidenta. Esses homens não querem mulheres por perto. Nem brancas, muito menos negras....

Temer, com vários processos contra si, apresenta seu Ministério: todos homens, todos brancos, todos heterossexuais (?), todos antigos, nas mentalidades, nas (im)posturas e em total desacordo com o século XXI. Escondem a rica diversidade humana brasileira, da qual muito devemos nos orgulhar.

Esse Ministério não representa o povo brasileiro. As mulheres somos 52% da população deste país. Em toda a história do país as mulheres negras têm sido as mais pobres entre os pobres, o mais vulnerável de todos os segmentos sociais.

Desde 2002 investimentos têm sido feitos para empoderar as mulheres e, especialmente, pagar uma dívida social histórica, secular, com as mulheres negras, as mulheres lésbicas, as mulheres indígenas – todas compondo nossa bela diversidade.

O Ministério anunciado por Temer prediz os objetivos de moldar uma sociedade de exclusão e desempoderamento de mulheres, de mulheres negras, da população negra.

Mas lutaremos com elas e eles pelo reconhecimento de sua humanidade, de sua dignidade, de seu direito à representação.

Resistiremos contra todas as formas de um governo excludente, incompatível com nossa Constituição de 1988. Um governo de homens brancos para homens brancos.

 

OBS : Ativista feminista, socialista, doutora em sociologia,

integrante do Fórum de Mulheres do DF e Entorno

 

 

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