UM CORPO ESTENDIDO NO CHÃO

   Por Andrea Caldas           

 

 

Comendo ceviche e bebendo vinho na São Francisco. Noite de terror na rua São Francisco, na "idílica" Curitiba. De repente, estampidos ecoam -oito tiros- as pessoas correm, entram para dentro do bar.

Pessoas se jogam para debaixo das mesas, corremos para nos esconder no banheiro. Por segundos, parecia um filme de Tarantino. Por segundos, a vida virou um fiapo.

Enquanto isto, uma horda do batalhão militar se enfileirava, a metros dali, na Praça Santos Andrade, para blindar uma aula pública sobre a tarifa do transporte coletivo. A polícia estava no lugar onde iria ocorrer uma manifestação popular para reprimi-la.

A polícia não estava no lugar onde ocorria uma execução no meio da rua, para proteger os cidadãos. Policia? Quem precisa?

Hoje, vivenciei, nas batidas do coração e no terror e medo, a ineficácia da polícia para proteger e sua potência para reprimir. Nunca me vi tão vulnerável assim.

A solidariedade veio dos que estavam juntos no bar. Assustados, impactados. A polícia apareceu depois para isolar a rua e exumar o corpo na rua.

 

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