OCUPAR E RESISTIR

  Por Renato Uchôa (Educador) 

 

 

 

 

Régua na mesa, lição na ponta da língua. Os olhos varriam a sala a cada som. O barulho do sino nos chamava para os embates depois do leite importado.  Esmola dos EUA em troca das riquezas do país. Estudar e brincar. Leite e sangue derramado. Milhares de torturados e mortos. Centenas de corpos nunca encontrados. Uma cortesia da Ditadura Militar, tão ao gosto dos Golpistas atuais da grife de Aécio, Agripino, Malafaia Bolsonaro, FHC... golpistas de A a Z.

Na Aliança para o Progresso. Dos americanos que tratam qualquer país como um bordel de ponta de rua. É o noivo na oferta da aliança de ouro. Após o casamento suntuoso trata a mulher como uma escrava, algemada no fogão. A escola conservadora brasileira passou por vários toques de maquiagem, avanços e recuos, mais na essência conservadora: no ritual pedagógico, no material pedagógico, nas ideias pedagógicas, nos agentes pedagógicos que circulam nas instituições pedagógicas que cerceiam o conhecimento popular. O que fazem em sendo contra, rejeitar também as crianças provenientes das camadas subalternas. Até no centro da medula.

Ninguém pode negar, as camadas populares têm circulado com intensidade nos vários níveis e modalidades da educação, um aumento considerável em pouco menos de duas décadas. Propiciado pelas políticas educacionais e outras, que permitiram o acesso, alguns problemas na permanência, mas, qualitativamente diferente no período Lula/Dilma. Do fracasso do pavão Fernando Henrique. A volta do Portão de Ferro com cadeado de cadeia retorna agora com um ministro da Educação, que ao invés de tablete à palmatória e a vara de marmelo. Com o governo golpista de Temer. Para barrar o acesso das camadas populares ao ensino gratuito.

 O sociólogo genérico invejoso, que quebrou o país literalmente, é o intelectual orgânico do golpe que roubou o mandato da presidenta Dilma. Dizem muitos, FHC não vale hoje um vintém de credibilidade. Na linguagem rica do popular, não vale um peido de uma gata para a democracia brasileira.

Pelo sim, pelo não, ninguém pode negar, não obstante as escolas com as deficiências seculares, ao contrário do Ditador Alckimin em São Paulo, Richa na República Corrupta do Paraná, vários outros comprometidos com o Golpe, que a partir da instalação do Estado de Terror, praticam uma política de terra arrasada em todos os setores, especificamente na educação e saude, devemos seguir o exemplo dos estudantes e professores de lá, e não permitir o fechamento criminoso das instituições.

A covardia e truculência dos governos do Paraná e São Paulo no espancamento e prisões dos estudantes e professores envergonha o mundo. Alckimin envergonha no duplo sentido: negocia com o PCC... E trata os educadores assim com violência. A privatização de tudo é que norteia as gangues que dilapidam o patrimônio público. O PSDB de lá, do Brasil inteiro, não vai fechar apenas as escolas, é um balão de ensaio para quebrar literalmente o ensino superior público em São Paulo. Inclusive com a privatização da USP, Unicamp, UNESP, em situações de pires na mão.

Uma profunda crise financeira. A USP, pelo andar da carruagem vai se transformar em uma Imobiliária vendendo imóveis para cobrir a bagaceira da incompetência na gestão Alckmin. A verba a ser destinadas às Universidades paulistas vai voar para um ninho tucano.

O governo do PSDB vem caloteando o percentual no Projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), reduzindo as verbas para menos do que foi contemplado no ano de 2015. Grande parte dos paulistas continua com a moleira mole, juízo avariado, com sede: lama para beber, “água mineral de boa qualidade correndo no Rio Tietê”, escândalos em todas as estações do metrô, violência assustadora, escolas criminosamente sendo fechada, decadência do Estado em todos os setores.

O prefeito Haddad tem feito um esforço para humanizar o espaço da capital São Paulo, para que os zumbis possam, por um milagre, recuperar a consciência. Não conseguiu. São Paulo se mostrou nas eleições de 02/10, na escolha de Dória, o maior hospício do mundo. Um suicídio coletivo, que se aproxima, de milhões de paulistas em direção ao abismo. Os povos de Minas com a expulsão de Aécio, e do Paraná no combate ao truculento Richa já apontaram o caminho.

Os estudantes e professores com um exemplo de luta e resistência podem mudar o estado de apatia da população de São Paulo, mostrando quem é o verdadeiro culpado pela decadência moral e econômica do Estado.

No Brasil, mais cedo ou mais tarde, o magistério precisa recuperar o espírito de luta, junto com estudantes, pais e a população em geral, e derrotar na prática, com as ocupações de todas as escolas do país, o governo usurpador e inimigo da Educação Temer. Várias Universidades vão sendo ocupadas. A esquerda brasileira precisa deixar de papo de ninar e partir para o confronto.

Nem as mais simples ações que poderiam acontecer em Brasília, que congrega vários deputados e senadores de esquerda, como deixar claro para o Supremo, a toca do golpe, face a face, que eles e elas ministros precisam repudiar os processos draconianos do juiz Moro... têm que escolher claramente um lado. Sem os subterfúgios da Lei, o da defesa da Constituição contra o Estado de Terror. Ou dizer para o Brasil, em cadeia de Televisão, que são golpistas por natureza. Coragem de lutar nunca fez mal a democracia, os deputados e senadores contra o Golpe precisam sair da tribuna do Congresso corrompido e leiloado, e pelos menos, peitar de frente todas as instituições mancomunadas com o Golpe. Eu, você, nós, os elegemos para lutar. O Brasil vai se tornando uma senzala.

Ocupar e resistir.

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