NOSSO QUERIDO E AMADO LULA

  Por Ana Paula Romão (Educadora)

 

 

 

Teime mais, teime sempre! Estamos aqui para o que der e vier. Em 1989 eu tinha 16 anos e saí de casa, briguei com todos e todas da família para acompanhar a militância do PT, para dar o meu primeiro voto àquele que teria a missão de olhar para os pobres.

As minhas raízes familiares maternas vem do campo, da convivência com à seca, e foi dessa identidade que segui. Rompi com os laços familiares citadinos (paterno), que desde então exaltavam os feitos militares. Rompi com a lógica dos preconceitos, quando acompanhei o pai dos meus filhos (preto, pobre e petista), hoje um dos mais importantes militantes do PT da Paraíba, um excelente pai. Casei, separei e me reconstruí enquanto mulher, mãe e militante.

 Consegui vencer na vida através de muita teimosia e fazer meu mestrado, doutorado, tendo como marco, o ano de 2003. Sou concursada há dez anos como docente universitária, faço parte da geração dos "filhos de trabalhadores que ascenderam social e intelectualmente, graças aos Governos Petistas". Hoje, trabalho com estudantes vindos de assentamentos da Reforma Agrária.

Nossa luta é cotidiana, companheiro, por cotas, por políticas de permanência e por inclusão. Lutas que me completam como ser humano. Obrigada, meu presidente, companheiro e mestre, a você e a dona Marisa. À dona Marisa que representa a força da mulher-mãe-companheira que proporciona uma força indescritível que irradiou. Cada vez, que dona Marisa segurou a barra. Não foi apenas "a barra do Lula", mas de todos e todas nós.

Precisava lhe dizer que três momentos em minha vida me fizeram experimentar um sentimento de AMOR maior: primeiro, ser mãe e criar meus filhos os ensinando a lutar e a amar os excluídos desse país: indígenas, negros, pobres, mulheres, nordestinos, comunidade LGBTs e camponeses; segundo, a sua vitória e a da companheira Dilma e tudo o que veio com elas. Nunca vou esquecer o dia em que recebi um abraço de um pai de duas alunas que se formavam na cidade de Itaporanga, sertão da Paraíba, e me dizia emocionado, obrigado a Deus, a vocês professores e ao presidente Lula por ter permitido eu formar minhas filhas, eu sou apenas o pipoqueiro da cidade.

E, a terceira, nessa fase de momentos marcantes, passou a ser desencadeada desde julho de 2013, quando entendi desde então, que a perseguição seria implacável ao PT e as esquerdas como um todo, e o desmonte das políticas públicas de inclusão, o golpe e as perseguições ao nosso líder maior. Perseguição a cada um de nós nessa fronteira. Também, nesse percurso conheci meu companheiro atual, militante dos bons, da turma da fundação de nosso partido, que não sossega um dia, um minuto dessa luta.

Nunca caí, seguimos na militância diária, na universidade, ruas, redes sociais, porém quando dona Marisa adoeceu...eu me dei conta de uma emoção inexplicável, de quanto ela sustentava a nossa estrela. Sim, ela não apenas costurou a nossa estrela, ela deu vida e brilho. Sua permanência em nossas memórias vai nos fazer continuar teimosos e teimosas. Desculpe, mas a emoção é enorme e falei muito de mim, mas a nossa história militante se confunde com a própria história do partido. De cada militante. A direita nos acusa de sermos seita. Eles também invejam os nossos laços de identidade, que só podem ser comparados com os laços de famílias ancestrais, mais forte que o sangue.

Não somos melhores do que ninguém, mas somos guerreiros e guerreiras, plurais e Unidos. Lembro, agora, da companheira Maria da Penha Nascimento Silva, do STR de Alagoa Grande-PB "Só quem luta é que sabe". E como dizia Margarida Alves" é melhor morrer na luta, do que morrer de fome"; e como disse nossa Marisa "Não desiste Lula".

Venceremos o ódio. Porque de Monteiro à Curitiba, ou de Salgueiro a Bodocó, Lula segue maior! Beijo nesse coração lindo que guarda o amor ao POVO BRASILEIRO.

 

 

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