Janaína Paschoal dá show de canastrice

  Por Célia Zerbato                                              

 

 

 

 

A canastrice tem dominado a atuação de muitos personagens da política brasileira: os políticos absorvem comumente características estereotipadas, grotescas e clichês que se assemelham aos expressos em personagens de novelas ou de produções cinematográficas medíocres. Zombeteiramente torna-se corriqueiro a existência de profissionais da política que emitem discursos em performances forçadas e caricatas como réplicas midiatizadas, a exemplo de Michel Temer possuidor de um discurso marcado pelo uso exagerado de mesóclises e semiengasgos. Qual a finalidade da canastrice na performance dos figurões da política? Seria um mecanismo de “propaganda pessoal” ou de canalhice?

Quando a canastrice é a tônica na atuação de uma advogada de acusação do processo de impeachment, a performance midiatizada ganha olhares mais atentos. A atuação da jurista Janaína Paschoal na Comissão Especial do Impeachment tem sido artificial e caricata. Se falha na argumentação é contestada; se perde o foco do tema a advogada se vitimiza, ri, agride verbalmente e faz caras e bocas, a exemplo de um recente bate-boca com senadores petistas divulgado massivamente em vídeo nas redes sociais, materializando uma postura que dificilmente confere credibilidade e segurança ao trabalho de magistratura que lhe compete.

O mergulho de Paschoal no mundo da política partidária, ao se tornar peça fundamental na produção e defesa do processo de impeachment, consequentemente, ganhar os holofotes da mídia, fez-lhe aflorar uma postura midiatizada, teatralizada e caricata. A primeira performance grotesca, a receber cobertura da grande mídia, foi gravado por um aluno que assistia a apresentação da jurista em um ato a favor do impeachment, parte do público era composta por advogados, que ocorria no Largo de São Francisco onde está localizada a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; Paschoal gritava descontroladamente como se estivesse “possuída” pelo “coisa ruim”. A postura teatralizada de Janaína está em curso nas suas horas de trabalho no senado, na defesa de que o impeachment não é golpe.

Os canastrões que se cuidem, pois quando a canastrice deixa crível a farsa do personagem, a esculhambação pública geralmente é inevitável.  O espaço público torna-se um inferno, o aeroporto não vem mais a calhar...Tem gente acordada.

A canastrice como recurso das práticas sociais no mundo da política partidária precisa ser analisada com rigor pelos cientistas políticos, investigando se ela está ou não travestida de canalhice. 

Foto:www.jornaldoiguassu.com.br

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