Inveja mata

   Por Sérgio Arruda       

 

 

 Se possível ao invejado, se não o invejoso. Um operário apareceu do infinito de sua função e em tempo que poucos se honravam e falavam, disse e traduziu o que todos pensavam. Era uma luta limitada, de classe, mas de fundo justo porque comoveu a todos. Revelou tal operário a lucidez que os empolados e enfeitados fardados do poder não tinham como contestar.

A cada fala mais calava no ânimo dos ouvintes sua pregação e pedia que fardados o calassem. Mas, quem eram os poderosos fardados? Meros boys do capital e que, por isso, não formavam segmento homogêneo. Prenderam-no, obedientes que se orgulhavam dessa servidão. Mas como o caso transcendia aos boatos e já tinha público próprio, houve-se por solta-lo e a apenas monitorá-lo como espiões mercenários de todas as épocas.

Como as palavras tem poder, criaram a contra-palavra que teria de atingi-lo por nunca ter comprado título de doutor ou fardamento de gala. Deram-lhe pecha de ignorante, apelido que se origina em quem parece olhar no espelho. NADA conseguiram e as palavras do operário ficaram cada dia mais audíveis. Para pasmo geral (incluindo os algozes) em seus confrontos com os DOUTORES, o acoimado de ignorante superava a todos a ponto de se evidenciar a diferença, a seu favor, de raciocínio, lógica e hombridade.

O TEMPO fez por cumprir seu caminho e o operário subiu. Subiu. Tornou-se presidente do país. E não qualquer presidente. Manteve-se o mesmo HOMEM, não eclipsado pelos holofotes, autêntico, que por ser fora das regras hipócritas, se fez reconhecido pelo mundo. Tornou-se campeão no reconhecimento e foi agraciado com títulos das famosas universidades que nunca voltaram seus olhos aos seus críticos.

Sua maneira de governar manteve coerência com sua pessoa e história -lutou pelos mais combalidos. Essa glória e luta era demais para quem pretendia ter competição com suas pregações...precisavam elimina-lo. Mas crime como esse teria de ter muita ciência, o que nunca foi o forte dos criminosos políticos brasileiros... O jeito foi mandar um dado como cdf aos EUA para aprender como se faz. Lá é o centro da criminogênese mundial! O estudo do cdf, bem teorizado impôs muita investigação. Deram-lhe meios e amparo midiático, medalhas etc.

Tal investigarista encomendou país afora tudo o que podia obter. Conseguiu saber até os sonhos de consumo, de ter um apto na praia de farofeiros, de ter um barco para pescaria. Mas onde ver crime nessa terrível simplicidade? Encarregou a todas as lojas das Procuradorias públicas dos Estados, com ênfase às de São Paulo, Brasília pelas venalidades que sempre mostraram.

 NADA! O jeito seria incriminar por suas palavras de patriota ditas ao mundo. ridiculamente colocou viés criminal em suas palestras que como qualquer togado levanta mais dinheiro e nem precisa dar contas disso a ninguém... Isso constitui um REPETECO do famoso caso Dreyfus, acontecido nos final do sec. XVII,em que, por razões políticas crucificaram um capitão e o prenderam. Só que naquele país e época havia algum sabor de hombridade entre intelectuais que nessa condição não se deixavam conduzir pela malta subalterna. Veio em sua defesa nada menos do que Emile Zola que fez público em jornal (decente), uma carta aberta a um governo que tinha talvez pecados, mas prezava a HONRA.

Mas o mundo involuiu. Hoje não temos intelectuais com sentimentos de honra nem a intelecto e nem a justiça. SUAS VOZES ficam envergonhadas e escondidas tal como a dos poucos juízes honestos. Nem por altruísmo, ou DECÊNCIA se movem.

Deixam um juizeco agir a seu alvedrio para tornar a História do Brasil caricata como já se faz a JUSTIÇA, e por consequência a INTELECTUALIDADE que já é cômica por sua ABL.

Foto: www.revistaforum.com.br

 

 

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