DONA MARISA

 Por Ana Paula Romão (Educadora)     

 

 

Hoje acordei inquieta com as provocações da deusa Mnemosine. Minhas memórias pareciam se impor diante do tempo presente. Início dos anos 90, precisamente, em 1992, ainda adolescente fiquei grávida de minha primeira filha, a Carol.

Como historiadora poderia dizer que se tratou de um ano histórico, ano do FORA COLLOR, do Movimento dos Caras Pintadas, o Lindbergh Farias na cabeça do movimento (muito orgulho do meu conterrâneo, na época ele era do PC do B), o ressurgimento de importantes mobilizações de massa e que causou uma efervescência pulsante no movimento estudantil, para que este voltasse a ser protagonista das grandes transformações políticas.

Impossível não se colocar, enquanto militante do movimento estudantil secundarista, e aí vem as lembranças das reuniões, da ajuda na elaboração dos panfletos, das panfletagens, das pichações, do teatro de rua, performances de ativistas pertencente a tudo quanto é tribo juvenil! Ainda, das inúmeras reuniões de avaliação, das brigas Boas, e a cada passeata, o levantamento das questões problematizadas: O movimento é nosso, mas a mídia (leia-se Globo e Veja) está pegando carona.

O que fazer? Como conseguir envolver esses jovens em processos de formação política? Será que a gente vai conseguir fazer grandes projetos culturais, como os CPCs da UNE? Será que dessa vez, o Brasil vai eleger um Governo do povo tendo um primeiro presidente operário e nordestino, que vai poder olhar para os excluídos?

O maior sabor de 1992, ou talvez da minha experiência terrena não veio da condição de ser militante, mas do nascimento da minha Carolzinha, naquele ano, da complexidade que envolve a maternidade, os medos que tive, a turbulência das modificações do corpo e da alma...E foi nesse mesmo ano que ouvi falar da d. Marisa Leticia, alguns militantes sindicais diziam que "por trás de um grande homem, sempre tinha uma grande mulher" e, evidente, que já tinha repulsa por esse tipo de expressão.

E quis saber mais sobre àquela mulher que havia escolhido está ao lado de uma grande liderança oriunda do meio sindical, ambiente bastante machista, por sinal. Fiquei sabendo que a ideia da estrela branca na bandeira vermelha foi de d. Marisa, pois para a juventude petista gaúcha eles queriam a estrela amarela, que havia uma simbologia vermelho e amarelo, com as cores comunistas.

Mas, a sacada de d. Marisa havia sido uma das mais importantes, o destaque tem que ser a ESTRELA! E, também, foi dela essa expressão: "ESTRELA É PRA BRILHAR". Eu nunca parei de dizer essa frase! Digo para minha filha e filho e digo para meus queridos estudantes.

Estou indignada com a odiosidade de quem deseja outra coisa, que não seja a plena recuperação de d. Marisa. Por favor, aprendam, aprendam com D. MARISA: ESTRELA É PRA BRILHAR e como diz a música "gente é prá brilhar e não prá morrer de fome"! #ForçaDMarisa

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