BON APPÉTIT

   Por Renato Uchôa (Educador)        





Karnal começa com K, Karel Kosik também. E jamais sentaria para “jantar o povo brasileiro”, regado a vinhos, pago pelo historiador.  Com o juiz espião, provado e comprovado pelo ministro Teori, crime capitulado na Lei de Segurança Nacional, alguns meses antes do despacho dele. No caso das escutas ilegais da presidenta Dilma/Lula. E do “Deles”. De morrer em um acidente ainda nebuloso.

A comilança com o juiz Furlan (o mesmo que defendeu Moro para degustar  a vaguinha deixada por Teori no STF, e justiceiro do PT e a esquerda brasileira, o juiz Moro do Caso Banestado. Na República Corrupta do Paraná. Perseguidor de Dona Marisa até no Céu, e vem jogando o barro na parede com apoio da mídia venal, do Tio Sam americano..., para prender Lula em Curitiba.  Tem rendido análises dos mais variados gostos, sabores , e desarranjos psicológicos e estomacais.

Karel Kosik, sem papo de ninar que Moro é inteligente... Para os burros embrutecidos, coiceiros do preconceito e exclusão; que o mundo não é linear.  Pensador nascido em Praga, Checoslováquia. Entre outros, um livro importante: A Dialética do Concreto.

Não tão conhecido e adotado no Brasil pelos doutores em filosofia, HISTÓRIA, sociologia e outras áreas do saber, que nos assombram diariamente com suas análises da conjuntura nas Universidades, antes e depois do golpe. Assombram-nos com raríssima exceção, rigorosamente, também pelo silêncio. Que virou regra.

Nem muito menos por Karnal, bom vendedor de ilusões para uns tantos desprevenidos, dizem. Dele não posso afirmar..., não o acompanho,  esporadicamente uma espiada quando algum amigo/a do face no compartilhamento. Para além da revolta e o pensamento crítico de todos nós, a reação generalizada, a crítica é para nós adultos, guarda uma relação com a postura pertinente que vinha tendo sobre diversas temáticas, com audiência garantida. 

Fui sindicalista por décadas, sempre nos portamos nas audiências com educação, mesmo com vontade de torcer os dedos de governadores, reitores... Inimigos do Estado Democrático. Nas audiências, portanto, a nossa cordialidade que não arranca pedaços, nem no corpo ou pensamento, e nem interfere na luta.  Jamais jantamos com os opressores institucionais.

No jantar, a três, com mais 10 pedidos, o garçom fecharia a conta em 13, um número interessante no cardápio dos Aparelhos Repressivos da República Corrupta do Paraná, e nos restaurantes famosos e caros da Elite de lá. Karnal, ao invés de Lula e Ciro Gomes, por curiosidade, poderia jantar com Zé Dirceu. Preso político, da conta do juiz quebradou do processo legal e da economia brasileira.

Uma “discussão proveitosa sobre a destruição do Estado Democrático”, em Karnal citar Korel Kosik na perspectiva  que mais de 50% da população brasileira começa a entender que o juiz fenômeno, na essência,   em algum momento vai selar o cavalo e seguir os rastros do Capitão Joaquim Barbosa.  Igual a ele, não passa de um Capitão do Mato.  Usa a Constituição como sela, e montado no cavalo, com a espora de prata emprestada, maltrata o animal e o povo brasileiro.

Pertinente o convite ao professor contratado pela PUC, pelo tempo curto no jantar, adotar Karel Kosik. Juntos vão ao café, almoço, e janta, pela grande proximidade que as Universidades, Faculdades, a contragosto, às vezes, ou a prazerosa relação de docentes, em um mesmo espaço.

Não o que expressou, na totalidade, o que jamais saberemos o papo afirmado não ser reto, no referido jantar. Um détour, no esforço de caracterização da abertura das pernas, como entrada, não apenas da boca, saboreando a comida de boa qualidade. Quando já milhões de trabalhadores/as do país sentem na pela as traições do governo Usurpador de Temer. Tem o carimbo da justiça no golpe.

 Compreenderá que a destruição da pseudoconcreticidade apontaria para outras categorias que desvelariam, por trás da construção do que aparenta, o fenômeno do jantar a três em  análise... O que é essencial, no embate das forças e a reação dos atores na conjuntura golpista.

Karel Kosik afirma: “O mundo da pseudoconcreticidade é um claro-escuro de verdade e engano. O seu elemento próprio é o duplo sentido. O fenômeno indica a essência e, ao mesmo tempo, a esconde. A essência se manifesta no fenômeno, mais só de modo inadequado, parcial, ou apenas sob certos ângulos e aspectos. O fenômeno indica algo que não é ele mesmo e vive apenas graças ao seu contrário. A essência não se dá imediatamente: é mediata ao fenômeno e, portanto, se manifesta em algo diferente daquilo que é. A essência se manifesta no fenômeno. O fato de se manifestar no fenômeno revela seu movimento e demonstra que a essência não é inerte e nem passiva. Justamente por isso o fenômeno revela a essência. A manifestação da essência é precisamente a atividade do fenômeno”. 

Milhares  de empresas, centenas de restaurantes estão fechando as portas por conta da Lava Jato. Por  gentileza garçom, mande o cardápio, o vinho fica na conta do historiador Karnal.  

Foto: Paraná Portal

 

 

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