A MULHER E O VOTO

Por Inês Duarte     

 

 

Não é de hoje que as mulheres possuem a disposição de lutar por respeito, igualdade de direitos, reconhecimento de seu papel, não apenas na sociedade, mas também, junto ao parceiro, como geradora de filhos, de gerações e que traz consigo o potencial de agregar a família dentro dos laços de amor, união e fraternidade.

No entanto, a Mulher, mesmo no período matriarcal, foi colocada dentro de uma limitação dos direitos e das atividades humanas, como se fosse um gênero limitado que existisse apenas para a satisfação de uma sociedade desde sempre machista.

Com o passar dos anos, a Mulher foi conquistando mais e mais o mundo. A mulher foi se destacando desde alguns séculos atrás, até que chegamos nas questões políticas, coisa vista como atividade exclusivamente masculina. Ocorre que a inteligência da mulher foi pouco a pouco percebendo que no tocante ao seu trabalho, à sua saúde, à criação de sua prole, ela necessitaria enveredar pela política. Surgiram então, as primeiras lutas, pelo voto eletivo. Elas lutaram principalmente pelo direito de escolher um homem que representasse não apenas a sociedade naqueles padrões excludentes, não apenas o capital e as relações diplomáticas, mas ansiavam por um representante que olhasse para elas com a devida importância que tinham como seres humanos.

A conquista do voto feminino, não foi uma luta menos sofrida que a dos negros por libertação, do que a dos homens pela remuneração justa de sua mão de obra, do que a luta por liberdade e cidadania das classes menos favorecidas. A luta da mulher pelo voto acarretou prisões, perda de seus direitos como mãe, perda de seu posto de trabalho e até perda de sua própria vida.

Na Inglaterra, a morte de Emily Davison, ativista na luta pelo voto, chamou a atenção do mundo aumentado os conflitos pelos direitos das mulheres, passando pelo direito ao voto, quando em 1918 esse direito foi dado apenas à algumas mulheres acima de 30 anos. E em 1928 conquistaram direitos iguais no voto a todas as mulheres britânicas.

Em 1902 a mulher conseguiu esse direito na Austrália, em 1893 na Nova Zelândia, em 1917 na Rússia, 1920 nos EUA, 1932 no Brasil. Esses são exemplos de alguns países, onde a luta das mulheres conquistou em diferentes datas, o direito ao voto.

Hoje, a Mulher continua sua saga na política em outra face da moeda, ser eleita a cargos na política, em número equivalente aos homens, que equilibre os poderes, legislativo e executivo, não só na democracia, mas em outros sistemas de governo.

A luta da mulher não terá fim, existirá enquanto existir a humanidade.