A MELANCÓLICA DANÇA DOS COVARDES

 Por Luiz Francisco Guil       

 

 

Lembro dos ministros de FHC anunciando “cortes de despesas”. E dos ministros do Sarney, do Collor e do Itamar fazendo a mesma coisa. Surgia uma coceira no cotovelo e o governo corria na farmácia comprar antibiótico, e quem pagava pelo remédio inútil era o povo. O governo precisava economizar para pagar as contas, os juros, amansar a fúria do FMI.

Cortaram despesas centenas de vezes e o que fizeram com o dinheiro poupado? Criaram novas universidades, construíram casas populares e usinas eólicas, distribuíram renda? Enquanto FHC, Collor, Itamar e Sarney cortavam investimentos para pagar as contas impagáveis, o Brasil afundava. E assim foi, até que chegou o Indesejado, o Pobre, o Proletário, o “Sapo Barbudo”, e disse à Nação Brasileira: “De agora em diante chega de lamentar, vamos olhar para frente! ”. E pôs a máquina estatal para funcionar a favor do povo brasileiro.

 Correu atrás de investidores, proporcionou empréstimos a pequenos, médios e grandes empresários, abriu mercados internacionais que estavam fechados pelas décadas. E as empresas brasileiras se multiplicaram, cresceram e venderam como nunca!

Você lembra de ter ouvido uma única vez o Lula dizer que precisava cortar despesas? Ou algum ministro seu reclamou de “crise”? Em 2008, quando vieram berrar que os USA estavam quebrando  que estava chegando aqui um tsunami, Lula disse, “aqui vai ser uma marolinha”. Virou piada. E foi uma marolinha!!! Enquanto USA e Europa quebravam, os anos seguintes foram igualmente vigorosos no governo Lula. O Brasil sorria! Teve revista ameri-tucana que chegou a anunciar a saída do Brasil do Terceiro Mundo!!! Governo que começa a falar em corte de despesas e termina cortando despesas, já sabemos no que dá. O buraco, o tropeço, o desastre!

Na semana que passou Temer teve a capacidade de falar em corte de míseros R$ 10,00 no Salário Mínimo! Como pode se tornar um governo de verdade, embrulhado numa picuinha deste tamanho? Com essa iniciativa mesquinha e pão dura provavelmente não vai ferrar o trabalhador mais do que já ferrou ao levar à fornalha a Desforma Trabalhista.

Mas com essa atitude infantil levantou uma nova bandeira em Brasília, num mastro bem alto, com a estampa: “SOMOS O BANDO MAIS ACOVARDADO QUE PISOU NESTES SERTÕES DESDE OS TEMPOS DOS CANDANGOS!”.

Foto: Francisco Guil

 

 

 

 

 

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