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O LADO TENEBROSO DA (IN)JUSTIÇA

Por Renato Uchôa (Educador)      

 

 

 

 

     O juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da Justiça Federal de Brasília, baseado em vídeo do Yutube, e em "documentos técnicos" de caráter duvidosos. Enganado, portanto, ordena por liminar a transferência da Ursa do Parque Zoobotânico de Teresina, para o Estado de São Paulo.

O juiz escutou apenas um lado, aquele do que tudo pode ser conseguido baseado em calúnias e difamações, em vídeos editados, cientista que quer fundar um Partido baseado, ancorado na questão dos animais. O cientista, desconhecido dos importantes Congresso de Zoológicos do Brasil, a bem da verdade, em nenhum momento do vídeo, espelha as reais condições de manejo da ursa em questão, algo grave para um pesquisador que escamoteia o rigor científico em busca da verdade, e se inscreve juntos com àqueles que para atingir objetivos cometem crimes brutais contra a honra das pessoas.

Com certeza, não são as calúnias e difamações contra o Parque Zoobotânico o crime maior da farsa. O maior crime cometido pela senhora Mourão, que se diz jornalista e associados, o que é imperdoável, é o de atacar um animal, que não pode se defender, o de propagar irresponsavelmente que a ursa apresenta sinais de loucura, inclusive assustando as crianças das escolas públicas e privadas que visitam o Parque.

A bem pouco tempo a OAB, núcleo ligado a questão ambiental, impetraram uma ação contra o Parque utilizando uma foto de um acidente com moto, de uma jovem, inclusive atendida prontamente pelo SAMU. Uma falsificação grosseira, tentando passar que foi um ataque de animais, criando pânico aos visitantes. Inclusive uma montagem, por um estagiário descontente, de várias caixas de medicamentos, vidros vazios, para afirmar mentirosamente da utilização de medicação vencida. A omissão por parte da OAB à época, da resposta da SEMAR a todas as ponderações solicitadas OFÍCIO GAB. Nº0160/15, recebido na OAB, em 25/03/2015,  foi o ponto alto da má fé, no mínimo. Eles vão, voltam novamente juntos, até que destruam o Parque.

Como pode uma ambientalista se comportar de forma tão degradante? Para atingir objetivos escusos, que apenas satisfazem o seu ego. É uma condenada da justiça por ter tido esse comportamento em Brasília, na acusação de um senhor que criava um cachorro. Acovardou-se e disse assim: “Eu, Carolina Mourão Albuquerque, venho me retratar das calúnias, difamações e injúrias, propagadas por mim em relação ao médico veterinário Rodrigo Montezuma quanto ao crime de maus tratos a animais que venho divulgando desde o ano de 2010”; Que nesta data a querelada, se compromete a pagar o valor de R$ 30.000,00 (trinta mil) reais ao querelante RODRIGO ANTONIO BITES MONTEZUMA" . CONDENADA pelas agressões que caracterizam sua atuação. 

O juiz da Liminar, surfou na onda, que arremessa a Constituição, as Leis que disciplinam o caso em decisão, no Lago Sul. Desaprendeu o significado de contraditório. Os documentos oficiais sobre o manejo dos animais, e especialmente a ursa, estão contidos nas vistorias e posicionamento do IBAMA, Conselho de Medicina Veterinária e na visão da Promotoria do Meio Ambiente, que afirmam que a Ursa é bem tratada, e não obstante a idade avançada, se encontra em boas condições.

O juiz tem que se basear em provas concretas, não em disse me disse. Não é uma questão de vencer, é de estabelecimento da verdade. Os cientistas de verdade, que contribuem para a evolução das pesquisas em animais silvestres têm um outro batismo, para citar alguns, Sérgio Rangel, Jair Azevedo, Mário Borges, João Galdino, Gean Carlos, Roberto Siqueira, Fabrício, Kátia Cassaro, Atílio Giovanardi...que nós encontramos nos Congressos de Zoológicos da Sociedade de Zoológicos do Brasil.

Brasil, em todos os setores, se transformou em um festival de denuncismo, no aniquilamento de reputações, muitas vezes organizados por condenados na justiça. O governo do Estado, a SEMAR/PI têm a obrigação de buscar nas Instâncias Jurídicas a defesa do Parque Estadual Zoobotânico, e já em andamento a ação na Procuradoria contra o festival de calúnias, difamações, injúrias. E em favor da defesa do manejo com os animais baseado nos protocolos, nas Instruções Normativas, no carinho de uma Equipe Técnica comprometida com os animais, no momento o alvo dos franco-atiradores de plantão, que usam a calúnia, a difamação, ao invés do diálogo.

A campanha de ódio contra o Parque é visível, também contra todos os zoológicos do Brasil, que desenvolvem atividades de educação ambiental, lazer, reprodução, reintrodução de animais na natureza...que eles desconhecem completamente.